quarta-feira, 27 de abril de 2011

Operários paralisam por mais segurança nas obras

Os trabalhadores da construção civil de Belém vão fazer uma paralisação amanhã (28) para lembrar o Dia Mundial em Memória de Acidentes e Doenças do Trabalho. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003, para dar maior visibilidade às questões relacionadas à segurança e saúde nos locais de trabalho.

Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, que comandará a manifestação, Ailson Cunha, a previsão é de que cerca de 60 canteiros de obras sejam paralisados na Região Metropolitana de Belém, envolvendo de três a quatro mil operários. Piquetes deverão ser realizados desde a madrugada.

Ailson Cunha diz que os trabalhadores também vão aproveitar a ocasião para protestar “contra as políticas do governo que têm afetado a classe trabalhadora em geral”. Ele diz que os trabalhadores não aceitam o fato dos deputados terem aprovado para eles mesmos um aumento de 60% e o governo reajustar em somente 6,5% o salário mínimo. Eles também são contra o projeto que prevê o aumento da idade para aposentadoria e o que congela os salários por dez anos que tramitam no Congresso.

A categoria também vai cobrar das empresas da construção civil de Belém mais segurança e uma política de combate aos acidentes nos locais de trabalho. Segundo balanço feito pelo sindicato, de 2000 até 2010, 53 operários perderam a vida em acidentes de trabalho, em Belém. Na última década foram contabilizados pelo sindicato 2.566 acidentes de trabalho.

O sindicato também critica o ritmo acelerado das obras, que leva a jornadas de até nove horas diárias, e cobra melhores condições de trabalho nos canteiros de obras. Outra denúncia feita pelo sindicato é o chamado desvio de função de trabalhadores contratados como serventes que realizam o trabalho de pedreiros, ganhando muito menos.

O 28 de abril teve origem a partir da explosão de uma mina no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 28 de abril de 1969, quando 78 mineiros morreram. A paralisação está sendo organizada pela Central Sindical e Popular Conlutas em 10 Estados. Em Belém, também está prevista a adesão dos trabalhadores da educação do Estado e do município, dos servidores da Fundação Papa João XXIII, do Banco da Amazônia, da Eletronorte e do Comitê Xingu Vivo.

EM NÚMEROS

60 Canteiros de obras em Belém devem paralisar na quinta-feira por conta da manifestação.

Fonte: Diario do Pará

 

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